O Transbordar vem se transformando desde o momento em que surgiu, porque nasceu com a proposta de ser um espaço vivo e estar em movimento. Cada movimento nos ensina e cria novos horizontes. 

Vamos  transformando para caber toda a diversidade de cores do mundo que queremos construir.

Foram festivais, feiras, saraus… e foram também oficinas, rodas de conversa, atividades em escolas, debates sobre economia solidária, debates sobre gênero e sexualidade, participação em discussões e lutas pela democratização do acesso à cultura, cursos sobre produção cultural.

Conheça nossa história e saiba como entrar em contato para contratar alguma atividade formativa do Transbordar Arte e Cultura.

1ª edição Festival Autonominas

O primeiro festival foi um espaço específico para mulheres (cis e trans) e aconteceu no dia 09 de julho de 2022 em uma praça situada na zona norte da cidade de Marília e localizada em frente da pista de skate municipal reunindo aproximadamente 500 pessoas.

Com 10 horas de evento, o 1º Festival denominado AutonoMinas contou com a participação de 21 artistas e artesãs na Feira de Economia Solidária, 4 escritoras na Feira de Livro, 19 artistas se apresentando no palco, 2 fotógrafas com exposição, 7 artistas fazendo intervenção de arte urbana. A programação do festival abriu com o grupo do Leia Mulheres Marília em parceria com o Leia Mulheres Assis debatendo o livro Lugar de Fala da Djamila Ribeiro.

Também houve um espaço pensado para as crianças com brinquedos, material para pintura e desenho, oficina de confecção de bonecas Abayomis, contação de história e brincadeiras direcionadas, além de pula-pula, pipoca e algodão doce gratuito.

A roda de conversa realizada no dia 17 de setembro de 2022 em parceria com o  NUADH – Núcleo de Diversidade e Ações Afirmativas em Direitos Humanos do Sindimmar contou com a participação de aproximadamente 20 pessoas que discutiram o aumento de casos de violência sexual na cidade de Marília, especialmente na zona norte e as violências cotidianas que mulheres trans e travestis são submetidas. As pessoas que participaram puderam compartilhar suas vivências, dores, preocupações mas também as forças e lutas para transformar a sociedade, tudo isso de forma artística, pois a  atividade resultou na realização de uma intervenção de lambe-lambe, técnica da Arte Urbana, denunciando as violências de gênero, divulgando os canais de denúncia e inspirando novas formas de resistências.

Vivemos de lutas diárias que são necessárias inclusive para nos manter vivas. Vivemos de luta, de dor, de violências cotidianas. Mas vivemos também de afeto, de amor, de poesia, de samba, de rebeldia. Nos manter vivas e sorrindo é uma opção de resistir. Resistir ao endurecimento, ao embrutecimento, ao isolamento, à solidão. Resistir a uma lógica de lucro e banalização da vida que nos é vendida. Resistir a exaustão das duplas, triplas jornadas de trabalho. Queremos mais que o fim do machismo e do racismo. Queremos o fim de todas as opressões e preconceito. Queremos uma sociedade onde possamos dançar, brincar, sonhar, amar, se libertar e se reinventar. Queremos e vamos, celebrar as vidas que resistem e seguem colorindo o entorno com o verbo esperançar. E quanto mais a realidade for dura, mais arte no nosso cotidiano vamos exalar.

Foi com essa inspiração que lançamos o Baile Black a fim de celebrar a cultura negra. A festa foi realizada no dia 19 de novembro de 2022 e contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas.  Uma festa que predominou o respeito e o cuidado, um espaço seguro para mulheres e pessoas trans dançar, curtir, se divertir sem o risco de assédios e outras violências. As crianças também puderam se divertir, brincando, ouvindo histórias, desenhando, dançando e cantando no Espaço para as crianças.

O ambiente pulsava afeto e resistência, com memórias de mulheres negras que fizeram história e são inspiradoras. As pessoas ainda puderam levar adesivos do Baile Black como lembrança da festa. A música foi de qualidade com a DJ Claudia Salgado com uma seleção de músicas maravilhosas compostas por mulheres negras e o grupo Sementes Nativas de Ourinhos levou o melhor do samba de vinil e encerrou o Baile com um samba de Bumbu que aqueceu o coração de todes presentes.

“Eu, decidi que não vou mais ser assassinada pelas suas facas, por suas palavras, com a intenção de me matar.” (Bia Ferreira e Bixarte)

“Eu, decidi que não vamos mais ser assassinadas, pelas suas facas, pelas suas armas, pelas suas pedras, pelos seus cortes, pelas suas palavras, pelos seus olhares, pelos seus silêncio, com a intenção de nos matar.”

O Sarau “Vivas nos queremos”, realizado no dia 11 de março de 2023 na Estação Cultural, contou com aproximadamente 250 pessoas e marcou o Dia Internacional das Mulheres. O evento potencializou a arte das companheiras e homenageou mulheres referências em diversas áreas de atuação na cidade de Marília.

A formação Transbordar foi realizada nos dias 10, 11 e 12 de maio de 2023 na modalidade virtual e contou com a participação de aproximadamente 10 pessoas, onde discutimos o que é binariedade, trazendo um histórico sobre construção de gênero e onde as pautas das mulheres, homens trans e pessoas não binárias se encontram. As aulas foram ministradas por  Cin Falchi e Rachel D’Amico. As aulas proporcionaram espaço de trocas, escuta das demandas e 

questionamentos e a busca pela construção coletiva do conhecimento.

Além das aulas online, a formação produziu uma oficina de stickers onde pudemos transbordar arte com mensagens potentes sobre nossas vivências, trocas e aprendizados que tecemos durante o curso, em seguida intervimos na cidade com as artes colantes produzidas durante a oficina.

O Arraiá Transbordar reuniu aproximadamente 700 pessoas na Praça São Miguel no dia 17 de junho de 2023. Além de celebrar a cultura caipira, o Arraiá foi uma festa com partilha do alimento, celebração da vida, arte e solidariedade. 

Teve quadrilha, bingo, pescaria, correio elegante em parceria com a Cia Cirandando, além de barracas de comidas e bebidas típicas e muita música de qualidade com o grupo de forró Lua e as Marés de Marília e Selectha Serey de Ourinhos.

A festa teve um caráter solidário, já que a barraca do pastel foi organizada pela Pastoral de Rua, grupo que atua em defesa dos direitos humanos e acolhimento das pessoas em situação de rua, de forma que conseguiram arrecadar fundos para as ações que realizam. Além disso, aconteceu a Feira de Economia Solidária com venda de artes e artesanatos produzidos por 20 expositories mulheres, homens trans e pessoas não binárias com impacto positivo na economia local, mas sobretudo nas vidas dessas pessoas que muitas vezes excluídas do mercado de trabalho encontraram na economia solidária um meio de sobrevivência.

Foi uma festa linda, com o gostinho das histórias e caminhos traçados pelos grupos que estavam ou de alguma forma vieram para o interior do estado de São Paulo.

O Sarau de aniversário comemorou 1 ano do Festival Transbordar, realizado no dia 22 de julho de 2023 no Beco Resistência, contou com aproximadamente 150 pessoas. O evento potencializou a arte de mulheres e pessoas não binárias que se apresentaram no palco aberto, além de apresentações artísticas de crianças que ocuparam o palco e fizeram arte.  Compondo a programação houve Troca Folha com a Distrito Urbano Graffiti Shop, espaço das crianças com atividades artísticas  monitoradas e distribuição gratuita de bolo.

A segunda edição do Festival Transbordar foi organizado por mulheres e pessoas trans, aconteceu no dia 02 de dezembro de 2023 na Estação Cultural em Marília/SP, contando com a participação de aproximadamente 300 pessoas. O convite foi para que todas as pessoas pudessem transbordar os limites de gênero impostos pela sociedade em busca da liberdade de ser e existir.

O evento contou com 8 horas de programação com diversas atrações, dentre elas a Feira de Economia Solidária, que contou com 11 iniciativas lideradas por mulheres e pessoas trans de Marília e região; Intervenção de Arte Urbana com a participação de 6 artistas mulheres e trans de Marília, Assis e Ourinhos, e Espaço das Crianças com atividades monitoradas, oficina e contação de história.

No palco, o público pode conferir  contação de história da Tia Lili, forró com a banda Chá de Fulô, rap com a artista Mariana Aykylô, performance com a artista Mériju e discotecagem com DJ Tayan. O palco do Festival também recebeu o Sarau Transbordar Arte com apresentações de 12 artistas de diversas linguagens, como música, dança e poesia.

O sarau Transbordar Arte foi realizado com recursos do EDITAL Nº 002/2023/SC de chamamento público para seleção e credenciamento de artistas e profissionais de arte e cultura da Secretaria Municipal de Cultura.

A Feira de Economia Solidária Transbordar Arte aconteceu nos dias 13 e 14 de julho de 2024 na praça Jardim Cavalari em Marília/SP, contou com 40 iniciativas de artesanato, costura, culinária, entre outros produtos autorais e/ou feitos a mão e lideradas por mulheres e pessoas trans das cidades de Marília, Assis, Presidente Prudente. O evento também contou com apresentações artísticas de forró com Chá de Fulô, discotecagem com Sementes Nativas, teatro com cia Cirandando e show de rap com Lyryca Cunha.

O espaço das crianças acolheu as crianças nos dois dias de evento com atividades livres e lúdicas. O espaço contou com um  fraldário para bebês e crianças.

Ao longo dos dois dias de evento aconteceram 3 rodas de saberes, sendo elas: Práticas Artesanais Ancestrais com Aryell, Saberes Transculturais com Hiordana Bustamante e Mãos dadas: contínuas trocas de saberes artesanais com Maria Amélia.

Antes da feira aconteceram 4 oficinas artísticas em escolas  e 1 roda de conversa online sobre economia solidária. As oficinas foram de  confecção de instrumentos musicais, estamparia manual, FanZine e Macramê.

A terceira edição do Festival Transbordar contou com uma semana de programação, de  09 a 15 de março de 2025, promovendo espaços de troca e difusão artística e cultural. 

A programação completa contou com Contação de Histórias, Oficinas de Musicalização Infantil, Stencil e Escrita, Intervenção de Graffiti, Exposição de Artes Visuais, Exibição de Filme, Roda de Saberes e Slam. 

Tudo o que transbordou nos nossos corpos e histórias até nos encontrarmos no dia 15 de março, na realização do III Festival Transbordar Arte e Cultura, na Praça do Jardim Continental. Neste dia contamos com Feira de Economia Solidária, Feira de Livros,  Apresentações Artísticas, Espaço das Crianças, Troca Folha e Intervenção de Graffiti.

Durante a realização do festival, estiveram disponíveis recursos de acessibilidade física, atitudinal e comunicacional: Acompanhante PcD; Nota introdutória; Auto descrição; Ambientação; Intérprete de Libras; Máquina de cartão com botão; Sinalização em Braille; Sinalização alternativa.

A terceira edição foi realizada com recursos da PNAB – Política Nacional Aldir Blanc, edital de chamamento público nº 06/2024 da Secretaria Municipal de Cultura para fomento à execução de ações culturais (Apoio direto a projetos).

Dia das Crianças na Feira com Cia Cirandando e Jézz do Além – 09 de março de 2025

Oficina de Stencil + Graffiti com Isa e Estúdio Nosotras – 10 de março de 2025

Exposição “Gorda e Sapatão” de Paula Mello + Roda de Conversa – 12 de março de 2025

Filme “Quase tudo sobre o nosso mundo” de Aldeia Tereguá + Roda de Saberes com Aryell e Coletivo Afroconfluência – 13 de março de 2025

Oficina de Escrita com Trava da Oeste– 14 de março de 2025

Slam Transbordar – 14 de março de 2025

III Festival Transbordar Arte e Cultura – 15 de março de 2025